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NA MÍDIA

//2009-10-04
Concerto da Orquestra de Câmara resgata símbolos da cultura mato-grossense

SECOM - Secretaria de Comunicação Social


Que resultado se poderia esperar do encontro entre a voz de soprano de Vera Capilé, o humor rasgado da dupla Nico e Lau, o Coral Mirim do Projeto Ciranda e o repertório erudito-popular impecável da Orquestra de Câmara do Estado? "Maestria, no sentido amplo da palavra!", respondeu um dos ícones da cultura mato-grossense, Aecim Tocantins. Ele estava entre os mais de 500 expectadores que foram conferir o espetáculo "O Baile do Menino Deus", apresentado pela Orquestra nas noites de sexta, sábado e domingo passados, no Centro de Eventos do Pantanal.

De autoria dos cearences Ronaldo Brito e Assis Lima, e música de Antônio José Madureira, a peça incorpora elementos da cultura brasileira, deixando de lado a idéia tradicional de Natal, onde Papai Noel é a figura central. O que vemos é o Brasil, com suas crendices, estórias e 'causos' e, principalmente, com sua generosidade. Quem aponta este detalhe é o ator e dramaturgo Valdir Bertúlio, que também marcou presença na platéia. Tecendo elogios ao que chamou de "encontro de artes de grande consistência", Bertúlio ressaltou a importância do resgate da generosidade brasileira que o espetáculo faz. "Essa generosidade é mostrada com um lirismo profundo. Isso tudo é resultado do trabalho do maestro Leandro Carvalho, um formador de pessoas, um legítimo educador", comentou ele, que, ao ouvir os cantos cuiabanos que fecham os espetáculo, lembrou-se dos Natais de sua infância. "A gente dançava assim, o caximbocó, somente com instrumentos de percussão. Isso a Orquestra consegue resgatar com o cuidado que é peculiar ao músico erudito."

Centenas de famílias, crianças, jovens, adultos e idosos compareceram para prestigiar o espetáculo que fecha a Temporada 2007 de concertos oficiais da Orquestra de Câmara do Estado. No palco, a presença da dupla Nico e Lau somada à voz impecável de Vera Capilé transformaram o teatro numa espécie de quintal cuiabano, povoado de estórias, rezas, brincadeiras, danças. Riso, silêncio e música se revezavam, tornando cada momento surpreendente.

Ao centro, os músicos da Orquestra, com gravatas feitas de chita, harmonizavam-se completamente com as manifestações da cultura popular que aconteciam à sua volta. O repertório mesclou canções da peça original com músicas tipicamente mato-grossenses. Destaque para o solo do violoncelista David Gardner, longo e envolvente, que emocionou até mesmo a dupla de humoristas.

Nico e Lau, no palco, mostraram que são versáteis: sabem fazer teatro 'sério'. O trabalho de adaptação e improviso sobre o texto da peça foi perfeito, engraçado sem ser debochado. Encantador.

Na saída, os sorrisos de todos denunciavam o sucesso do espetáculo. Entre eles, o escritor Ivan Echeverria, que elogiou a "concatenação de trabalhos", isto é, a mistura da Orquestra com o coral e a dupla de humoristas. "Isso quebra totalmente o paradigma da Orquestra como uma coisa séria. O canto de Vera Capilé 'casou' com tudo."

A gerente Dalva Dall Pizzollo de Lima, que acompanha o trabalho da Orquestra há mais de um ano, admira a capacidade do grupo em mostrar coisas novas. "Eles sempre surpreendem a gente, essa versatilidade é uma coisa maravilhosa!", entusiasmou-se ela.

Inédita para muitos cuiabanos presentes no primeiro dia, a apresentação da Orquestra causou muitas expectativas antes do início, como em Dona Marize Nunes, 49, salgadeira, que pela primeira vez assistiu um concerto. "Espero que seja um verdadeiro espetáculo", disse Dona Marize que chegou com uma hora de antecedência para assegurar um bom lugar, acompanhada dos netos Daniel, de 11 anos, e Ana, de nove.

Aliás, as crianças compuseram grande parte do público. Acompanhadas dos pais, elas se encantaram com a Orquestra e com a participação das crianças do Coral Mirim do Projeto Ciranda. Mas foi a dupla Nico e Lau que prendeu a atenção da turminha, dando irreverência ao espetáculo.

Os adultos também aprovaram a idéia de misturar humor com música e regionalismo. Reinaldo Dias, que é eletricista, disse foi diferente de todos os concertos aos quais já tinha ido. "Muito bom, valeu a pena. Bem diversificado e ensaiado, estavam todos muito entrosados". Marcos Lopes de Oliveira, que foi a todas as apresentações da Orquestra este ano, percebe uma dedicação muito grande para que o trabalho continue e seja levado até o público. "Percebo que os músicos querem crescer. São muitos jovens querendo aprender. De 2005 até agora, os projetos estão aumentando e mais pessoas estão sendo envolvidas, tanto como participantes quanto como público", observa Marcos.

Ao final da apresentação a platéia aplaudiu de pé e pediu por um bis, que ficou para 2008, na nova temporada da Orquestra de Câmara.

Por
NEUSA BAPTISTA
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